As empresas e as Redes Sociais Web 2.0

Nos últimos tempos temos assistido à ascensão de determinadas buzz words que se tornaram verdadeiros clichés. Uma delas é sem dúvida o termo web 2.0. Muita gente não sabe sequer definir concretamente do que se está a falar quando se diz web 2.0 havendo no entanto uma ideia generalizada de que se relaciona com redes sociais, troca de vídeos, online bookmarks, etc. Resumidamente, podemos dizer que a web 2.0 define uma conjunto de sites que promovem o convívio, a colaboração e a partilha de informação de uma forma interactiva em plataformas online.

Social networking e web 2.0 são termos que deixaram de pertencer apenas ao vocabulário dos geeks e passaram a fazer notícia nos meios de comunicação mais tradicionais.

Assistimos todos os dias ao crescimento exponencial de redes como o Hi5, Netlog, Facebook, mySpace, YouTube, Linkedin, entre outros. Em Portugal podemos destacar o The Star Tracker ou o Sapo Spot.

Cada vez mais as empresas se voltam para estes novos canais de comunicação para tentar chegar aos seus consumidores de uma forma mais directa. É o sonho de todo o marketeer conseguir a mítica relação one-to-one, e as redes sociais têm sido palco das mais diversas experiências ao longo dos últimos tempos.

Existem dois sites que têm conseguido óptimos resultados e que estão de certo modo ligados a essa área:

  • O primeiro é o Get Satisfaction, que embora não seja por natureza uma rede social como o Facebook, utiliza as mesmas ferramentas para conseguir agregar um número de utilizadores considerável. O Get Satisfaction é uma plataforma que permite às empresas ter um serviço a clientes online e responder directamente às reclamações dos seus consumidores ou receber sugestões para melhorar os seus produtos/serviços. Muitas das grandes marcas internacionais já apostam nesta plataforma – Starbucks, Dell, Adobe, Apple, Chrysler, McDonald’s, entre muitas outras.
  • O segundo é o mundialmente aclamado Twitter. Não foi pensado para ser um sistema de suporte a clientes mas serve perfeitamente esse propósito. Podemos lá encontrar marcas como a Dell, GM, Comcast, Kodak ou Southwest Airlines, que se esforçam por responder aos seus clientes em tempo real e tratar cada caso como um caso único.Em Portugal não existem ainda exemplos tão marcantes como estes, mas já muitas entidades aderiram ao fenómeno, começando pelo próprio Presidente da República, Cavaco Silva. Muitos meios de comunicação tradicionais (jornais principalmente) optaram também por divulgar os seus últimos títulos no Twitter, embora estas abordagens sejam mais “automatizadas” através de serviços como o Twitterfeed. Com a quantidade de tweets que podemos receber diariamente torna-se complicado estar a par de tudo. Por isso existem diversas ferramentas que nos podem facilitar a vida. Falaremos sobre isso num próximo post.

Na Páginas Amarelas percebemos a importância das redes sociais e por essa razão, tal como todas as marcas têm vindo a fazer, estamos também a expandir a nossa presença nesses meios, essencialmente porque queremos interagir e comunicar. Aqui estão alguns dos nossos perfis nos sites mais populares:

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4 thoughts on “As empresas e as Redes Sociais Web 2.0

  1. É importante compreender o Twitter. Aquilo que começou por ser um sistema de partilha do estado entre as pessoas de uma comunidade (curiosamente a pergunta “What are you doing” actualmente já não faz qualquer sentido neste serviço) é hpje talvez a agência noticiosa mais abrangente, versátil e rápida que existe. Paulo Querido numa entrevista à RTPN refere-se mesmo ao Twitter como sendo um caudal de informação 24×7 onde podemos obter a nata da informação sobre qualquer tema. Segundo ele, só agora o twitter começa a fazer parte do “mainstream” de utilização em Portugal, pelo que, a verdadeira utilização ainda está por ser descoberta. Na prática este sistema ainda é muito utilizado como uma extenção dos modelos de comunicação actuais. O caso dos jornais que vão utilizando o Twitter para comunicar as últimas notícias. Mas o interessante disto será capitalizar as características deste serviço não simplesmente para comunicar mas para interagir. Novos modelos de comunicação/interacção deverão ser trabalhados. Veja-se o caso da RTPN que utilizou feedback do twitter para um exercicio de criação personalizada da grelha informativa do Jornal da Noite.

  2. Acho que quando se fala em Web 2.0 as redes sociais e web socialization fazem parte da descrição obrigatoriamente, a internet já não tem nada a ver com o boom dos .com e sites institucionais ou especificamente sobre temas x ou y. Hoje em dia vamos aos sites que achamos que tem um conteúdo mais rico, muitas das vezes isso passa por blogs ou mesmo por tweets de diversas áreas de interesse e sem nenhum molde pre-estabelecido. Existem trend setters e opinonmakers, mas de alguma forma são exclusivamente ouvidos na internet.. acho que aos poucos estamos realmente a ver uma revolução na internet para aquilo que era previsto inicialmente, ligar pessoas. Logicamente as empresas tem que seguir esta tendência se querem “acompanhar os tempos”

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