“SEO e a luta pelos rankings no Google”

Optimizar a presença de uma empresa, da sua marca, produtos e serviços nos principais motores de pesquisa (SEO – Search Engine Optimization) nunca teve tanto enfoque como hoje, no seio das estratégias de marketing online.

Conseguir posições de destaque nas primeiras páginas do Google, Bing ou Yahoo ultrapassa a necessidade de obter mais visibilidade e já toca quase a obsessão, atingindo elevados níveis de competitividade em alguns países como os Estados Unidos, Reino Unido, Espanha ou Alemanha.

O objectivo é claro: conseguir a melhor posição nos resultados orgânicos do motor de pesquisa de forma a atrair mais tráfego para as páginas de um site e para um conjunto de palavras-chave alvo (keywords). Estas correspondem às pesquisas efectuadas directamente pelos utilizadores nos motores de pesquisa. É para estas que se tenta sempre posicionar o nosso site, da melhor forma possível.

Search Engine Optimization

Uma empresa que se dedica à venda de viagens online deverá ter como objectivo obter um bom posicionamento para palavras-chave como “viagens”, “agência de viagens”, etc. Sendo o volume de pesquisas no google.pt elevado para “viagens” (cerca de 100.000 pesquisas mensais) deverá ser objectivo da empresa ter o seu site o mais optimizado possível para essa palavra-chave, por forma a atrair mais visitantes e angariar contactos e leads de negócio.

Para pequenas, médias e grandes empresas, as vantagens de uma aposta forte em actividades SEO são claras:

  • apresentar a marca e a empresa, perante milhões de utilizadores, de uma forma gratuita;
  • potenciar o crescimento da empresa, no caso de se dedicar à comercializacão de bens e serviços;
  • dispensar um investimento de capital permanente e elevado;
  • desfrutar de um volume de utilização avassalador de motores de pesquisa como o Google, estando os potenciais clientes “ali mesmo”;
  • ter uma actividade que não se paga por click, lead ou transacção (como por exemplo, o programa Google Adwords onde o custo é por click – Pay for Performance). No SEO, os utilizadores ou clientes chegam ao nosso site, através do Google, e não pagamos por isso;
  • credibilizar a presença online – sabemos por estudos de Focus group e de eye tracking que os utilizadores clicam mais nos resultados orgânicos do que nos links patrocinados (campanhas Pay per click, como o Google Adwords);
  • Contar de forma gratuita com as ferramentas necessárias para a gestão de ciclos de optimização.

Mas que factores podem influenciar este posicionamento nos motores de pesquisa?
Em alguns anos de experiência já ouvi demasiadas vezes que se podem garantir posições de destaque na 1ª página do Google. Sendo o principal motor de pesquisa em Portugal, com um reach de 93,8% da população online (comScore Out.09) é possível conseguir boas posições na lista de resultados, mas não é garantido.

Optimizar para o Google é um trabalho de aprendizagem contínuo, com testes sucessivos, com uma monitorização permanente dos principais indicadores de sucesso e da concorrência, e sujeito sempre ao algoritmo de ranking e relevância.

No final, é este sempre que dita as regras e, em alguns casos, é impossível determinar o porquê dos resultados.

Como combater esta incerteza?

Através de técnicas complementares de Offline SEO, Online SEO, Monitorização e Aprendizagem, as 4 vertentes em que se deve investir com vista a melhorar os rankings no Google.

  • Offline SEO – A componente mais marketing do SEO, relativa a actividades “externas” ao seu site:
  • Crie uma conta no Twitter e nas principais redes sociais como Hi5, Facebook, tarefa crítica para a estratégia de Social Media e de Reputacão Online. Estas plataformas permitem construir uma ligação com os milhares de utilizadores que se poderão interessar pela sua marca, pelos seus serviços. Actualize estes perfis regularmente, direccione tráfego para o seu site, comunique e interaja com os utilizadores;
  • Aposte em Press Release marketing e Article Marketing e divulgue novidades da sua empresa e artigos de opinião sobre o seu ramo de negócio. Moderadamente, coloque links nestes artigos para o seu site. Existem vários canais online que permitem a submissão gratuita de Press Releases e Artigos;
  • Submeta o seu site (ou páginas específicas) nos principais directórios e sites de bookmarks da Web, como del.i.ci.ous, digg, Yahoo, Google, Dmoz, Hotfrog, entre outros.
  • Mantenha um blog dinâmico da sua marca, com actualizações frequentes para que esta seja uma plataforma eficaz de comunicação;
  • Desenvolva acções de E-mail marketing. Se possui uma base de dados de clientes e utilizadores do seu site, envie frequentemente novidades sobre a sua empresa, promoções, etc e aproveite para gerar tráfego adicional para o seu site;
  • Promova o Backlinking, a actividade mais difícil e mais recompensadora do Offline SEO. Um link para o seu site, colocado noutro site com alguma reputação, é visto pelo Google como um voto. Quanto mais links conseguir, maior são as possibilidades de o seu site ser considerado “com maior autoridade”, sobretudo se já estiver online, há alguns anos. Não recomendo aceitar um plano de troca de links (ou mesmo de compra de links). Em alguns casos funciona e não somos penalizados, mas continua a ser mais seguro não arriscar, com a possibilidade do Google remover o site por completo do seu índice;
  • Coloque vídeos online, submetendo-os no Youtube com descrição e tags relevantes;
  • Actualize os seus dados no Google Maps, submetendo os detalhes da sua empresa;
  • Aposte em serviços de tráfego fornecidos por empresas como a Páginas Amarelas, através do seu directório Pai.pt, líder em Portugal na pesquisa local e com uma forte aposta em SEO.
  • Online SEO – a vertente mais técnica do SEO e que diz respeito ao nível de optimização do seu site para ser indexado mais rapidamente e sem problemas. Algumas dicas:
  • Actualize conteúdo frequentemente e aposte em informações relevantes;
  • Tenha em atenção os endereços das páginas (URL), garantindo que cada página do seu site tem apenas um endereço único de acesso, para evitar questões de duplicação de conteúdos. Os motores de pesquisa indexam por URL único. Evite que o seu site seja propenso à construção de URL dinâmicos e com parâmetros de sessões de utilizador (Session Ids). Os endereços devem ser o mais estáticos possível, não devolverem páginas inexistentes e serem o mais curtos possíveis (não excedendo 10-15 palavras, separadas por hífenes);
  • Caso utilize linguagens de programação ou suportes como AJAX, Flash, Javascript, Video, entre outras, garanta que segue as principais recomendações dos motores de pesquisa;
  • Registe o seu site com uma conta Google Analytics e Google Webmaster tools (é gratuito e irá conseguir uma vasta informação sobre a forma como o seu site é visto pelo Google no que diz respeito à optimização e tráfego). Submeta um Mapa do seu site (sitemap) em XML;
  • Para o mesmo efeito, registe também o seu site no Bing Webmaster tools e Yahoo Site Explorer, servindo-se da mesma forma do Mapa do site;
  • Aposte numa estrutura clara de links internos, de forma a passar PageRank para determinada páginas. Se existem páginas muito importantes no seu site (de produtos, serviços, case studies ou formulários de contacto) garanta que coloca links para estas áreas logo na página de entrada, evitando colocar links para páginas que já não existem (broken links) . Evite sempre os “becos” sem saída;
  • Para cada página, utilize sempre uma Title tag única. Utilize a tag metadescription para uma descrição (única também, de preferência) que sirva de teaser para os utilizadores que vêem a sua página a ser devolvida no Google. A tag metakeywords é menos relevante, ou melhor, completamente ignorada, no caso do Google. O ideal é não focar-se nesta tag;
  • Utilize Keywords nos endereços (URL). Para além de colocar as keywords para as quais quer que o seu site tenha um bom ranking no Title e na tag Metadescrption, utilize-as também no URL dessa mesma página. Aposte na consistência;
  • Utilize alttag nas suas imagens e inclua uma breve descrição da mesma, evitando sinais de pontuação e acentos;
  • Seleccione Tags H1 e H2 – seleccione uma ou duas keywords de importância extrema para determinada página e coloque-as na H1 (mais importante) e na H2.
  • Foque-se na performance – as recentes alterações no algoritmo do Google confirmam que a performance é agora um dos critérios de sucesso. O seu site deve ser o mais rápido possível e ter uma disponibilidade elevada (acima dos 99%);
  • Cuide dos Link internos, colocando sempre um texto âncora nos links que cria (mesmo em actividades Offline). Este texto é o que os utilizadores visualizam quando clicam no link (em detrimento do próprio link);
  • Caso queira bloquear o acesso dos crawlers a determinadas páginas do seu site, utilize o ficheiro robots.txt (exemplo: páginas de autenticação).

Monitorização – fundamental para perceber a evolução da performance do seu site nos motores de pesquisa

  • Monitorize o tráfego externo do seu site, sobretudo quando faz alterações. Não espere resultados imediatos. Analise a origem do tráfego, as keywords que estão a gerar mais utilização e para que páginas e, sobretudo, avalie onde pode ainda melhorar. Ferramentas como o Google Analytics fornecem um conjunto alargado de informação para este efeito;
  • Use a informação das Yahoo, Bing e Google Webmaster tools, em especial páginas duplicadas, performance do site, acesso do crawler, top keywords que geram tráfego, páginas não encontradas, broken links, ratio e erros de indexação do seu Sitemap, entre outras;
  • Aposte na contínua selecção das palavras-chave para que o seu site tenha uma maior visibilidade. Utilize-as com cautela no conteúdo, nas variadas Title, metadescription e endereços das suas páginas. A ferramenta de keywords do Google é a melhor para sites em português (e gratuita!);

Aprendizagem –  SEO não é uma ciência, é uma disciplina em constante mudança. Requer aprendizagem e actualização permanente, por isso:

  • Consulte regularmente os Blogs dos principais motores de pesquisa de forma a estar a par das últimas novidades;
  • Siga os sites de referência, como por exemplo SearchEngineLand, SearchEngineWatch, SEOmoz. Visite-os regularmente e subscreva os seus feeds RSS.
  • Participe em grupos de discussão e fóruns sobre a matéria. Em redes como o Linkedin existem vários que lhe permitem obter uma resposta ou um conselho bastante válido em apenas alguns minutos;
  • Inscreva-se em workshops e conferências organizadas por líderes na matéria como SEOmoz, SearchEngineLand, e SMX.

Acima de tudo, o trabalho de SEO é progressivo e potencia resultados fortíssimos, caso seja efectuado um investimento de tempo e recursos, mesmo com budgets reduzidos. Os resultados podem não ser imediatos mas a médio/longo prazo poderão ditar o sucesso de um plano de Marketing Online. Sabe quantos utilizadores o Google.pt teve apenas em Setembro de 2009? Cerca de 3,6 Milhões de utilizadores, segundo os dados da comScore.

Ali, à procura de informação, a decidirem em muitos casos que produto ou serviço querem comprar.

Autor: Nuno Macedo

4 thoughts on ““SEO e a luta pelos rankings no Google”

  1. O SEO mudou muito este ano.
    O artigo é claro mas é preciso ter cuidado com a optimização em demasia (over-optimization).

    De qualquer são excelentes dicas.

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